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05.11.2017 Mensagem do Arcebispo: Todos os Santos: a eternidade antecipada

Queridos irmãos e irmãs!

A Igreja no Brasil celebrou no domingo, 5 de novembro, a Solenidade de Todos os Santos. Na sua liturgia, a Igreja afirma:  “Deus eterno e todo-poderoso, que nos dais celebrar numa só festa os méritos de todos os santos e santas, concedei-nos por intercessores tão numerosos a plenitude de vossa misericórdia”.

Na Missa para esse dia a Igreja proclama: “celebramos a cidade santa, a Jerusalém celeste, nossa mãe, onde os nossos irmãos, os santos, louvam eternamente o Pai” (MISSAL ROMANO. Prefácio da Solenidade de Todos os Santos). O ensinamento da Igreja nos exorta sobre a relação que existe entre os santos que aqui vivem e os que já estão na glória. Na liturgia, há um momento especial de vivência dessa relação: “enquanto a multidão dos anjos e dos santos se alegra, eternamente na vossa presença, nós nos associamos aos seus louvores, cantando (dizendo) a uma só voz: santo, santo, santo…”. Assim, toda vez que participamos da Eucaristia, nós nos juntamos àqueles que já vivem a santidade completa. Eis que, ao celebrarmos o dia de todos os santos, estamos proclamando a nossa esperança de que um dia também nós faremos parte da Jerusalém celeste, a nossa mãe. O Catecismo da Igreja Católica nos ensina: “A expressão ‘comunhão dos santos’ tem, portanto, dois significados estreitamente ligados: comunhão nas coisas santas, sancta, e ‘comunhão entre as pessoas santas, sancti’. ‘Sancta sanctis!’ (O que é santo, para aqueles que são santos)’. Assim proclama o celebrante na maior parte das liturgias orientais, no momento da elevação dos santos Dons antes do serviço da comunhão. Os fiéis (sancti) são alimentados pelo Corpo e Sangue de Cristo (sancta), para crescerem na comunhão do Espírito Santo (Koinônia) e a comunicarem ao mundo” (CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, n. 948). Pode-se dizer: a santidade de Deus é comunicativa, e essa comunicação acontece de Deus para nós e de nós, por causa de Deus, para os outros e para a realidade que nos envolve.

Papa Francisco, durante o Angelus de 1 de novembro, dia em que se celebra a Solenidade de Todos os Santos, em Roma, disse: “A Solenidade de Todos os Santos é a ‘nossa’ festa: não porque somos bravos, mas porque a santidade de Deus tocou a nossa vida. Os santos não são modelos perfeitos, mas pessoas tocadas por Deus. Os santos são nossos irmãos e irmãs que acolheram a luz de Deus nos seus corações e a transmitiram ao mundo, cada um segundo a própria ‘tonalidade’. Mas todos foram transparentes, lutaram para tirar as manchas e as obscuridades do pecado, de modo que a luz de Deus pudesse passar. Este é o objetivo da vida: fazer passar a luz de Deus; e é também o objetivo da nossa vida”.

A santidade leva ao caminho das bem-aventuranças, ou ela é o exercício das bem-aventuranças. Ainda é o Papa Francisco que nos ilumina: “Eis as bem-aventuranças. Não requerem gestos extraordinários, não são para super-homens, mas para quem vive as provações e as fadigas de todos os dias. Os santos são assim: respiram como todos o ar poluído que há no mundo, mas no caminho jamais perdem de vista o percurso de Jesus, indicado nas bem-aventuranças, que são como o mapa da vida cristã”. Somos chamados à santidade, pois ela é a vocação universal (cf. CONCÍLIO VATICANO II. Constituição dogmática sobre a Igreja, Lumen gentium, cap. VI, Proêmio), e mais, ela é um caminho, uma meta só alcançada quando estivermos, definitivamente, na visão beatifica, isto é, quando estivermos face a face com Deus. Mas, essa experiência é antecipada, principalmente, na vivência do Discipulado Missionário. De fato, ser discípulo-missionário significa, à luz do Documento de Aparecida, ter encontrado Jesus. E ninguém encontra Jesus e se torna mundano, no sentido negativo do termo. Diz o Documento de Aparecida: “Conhecer a Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber; tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria” (CELAM. Documento de Aparecida.

Dom Jaime Vieira Rocha - Arcebispo de Natal

Fonte: Arquidiocese de Natal

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